Filosofia e Teologia • Filosofia da Linguagem
Schopenhauer e o II Wittgenstein
Edenilson Roberto Pinto
Orientação: Padre Nelson Maria Brecho
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Resumo
Esta pesquisa articula, primeiro, a visão de Schopenhauer de que o conceito é algo universal e desse modo algo não intuitivo. Quanto mais se ascende na abstração, tanto mais se perde. Quanto mais abstrato, mais pobre o pensamento. Schopenhauer não perde a oportunidade de introduzir em cena a figura da criança, que aprende a linguagem em todas as suas inflexões e sutilezas. Num segundo momento, nota-se o II Wittgenstein, que logrará essa imagem para As Investigações Filosóficas e elabora os conceitos basilares de formas de vida da linguagem, a noção de uso e jogos de linguagem. Já para o I Wittgenstein a linguagem espelha o mundo, visto que figura os fatos por meio de suas proposições linguísticas. Figurar significa representar (por símbolos ou por imagens) usado para indicar presença. O antônimo de ausência é presença. Entretanto, não nos resta dúvida que Schopenhauer, representação do mundo, e Wittgenstein, figuração dos fatos, podem ser dialogados na ótica da filosofia da linguagem.